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Importância dos Sistemas Energéticos para os treinamentos e para as competições

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Quando um aparelho de telefone celular está desconectado na tomada ele está gastando energia e correndo o risco da bateria “acabar”. Para que a recomposição da bateria seja feita, é necessário que ele seja carregado na tomada. Para o sistema energético do nosso organismo, o raciocínio é o mesmo: quando gastamos calorias, geramos energia até os nossos nutrientes se esgotarem, tendo a necessidade de recomposição destes. Com isso, chamamos de Metabolismo este processo de gasto (Catabolismo) e recomposição (Anabolismo) energética. Veremos abaixo como cada uma destas fases acontece durante a prática de exercícios físicos.

Nas células do nosso organismo, existe um conjunto de moléculas chamado de ATP (formada por uma molécula de uma proteína chamada Adenosina e por 3 moléculas de Fosfato), que possui a função energética no nosso corpo, sendo gasta no exercício físico e recomposta na alimentação e repouso após a prática deste. No exemplo acima, ela pode ser considerada a “bateria do telefone celular”.

No gasto energético, o que gera a energia é a quebra de uma molécula de Fosfato (representado quimicamente pela letra “P”) do ATP em ADP (uma molécula de Adenosina e 2 moléculas de fosfato) + P (uma molécula de Fosfato), que nos possibilita, dentre outras coisas, a prática de exercícios físicos.

Uma vez que o estoque de ATP é pequeno nos músculos, é necessária a recomposição desta molécula (que o ADP e o Fosfato voltem a se tornar ATP). Para que isso aconteça, existem 3 mecanismos, sendo dois com pouca utilização de Oxigênio (Anaeróbio) e um com muita utilização de Oxigênio (Aeróbio).

No Metabolismo Anaeróbio, podemos subdividi-lo em Anaeróbio Alático (caracterizado por atividades de potência e explosão, com altíssima intensidade e curta duração, tendo uma proteína chamada “Creatina” como principal nutriente. Um exemplo clássico deste metabolismo- também conhecido como “Sistema ATP-CP”- é a prova de 100m rasos) e em Anaeróbio Lático (assim chamado por ocorrer a produção do principal índice de fadiga no organismo chamado de “lactato”.  O predomínio deste metabolismo ocorre em corridas de 400m e 800m, tendo o Carboidrato como fonte energética principal).

Já o Metabolismo Aeróbio, por ter a necessidade da utilização de muito Oxigênio, é caracterizado por esforços de longa duração e intensidades baixas, com a utilização da gordura e do carboidrato como principais nutrientes, tendo predomínio a partir de provas de 1500m até ultramaratonas (distâncias acima dos 42,195 km da maratona).

De acordo com a distância treinada pelo atleta, é possível afirmar o sistema de energia predominante nos treinos e nas competições, e quais são os principais substratos energéticos para que o rendimento dele seja tenha um equilíbrio entre os treinos prescritos por um profissional de Educação Física (que caracteriza a degradação das moléculas de ATP) e pela dieta orientada por um Nutricionista (responsável pela fase de reconstrução do ATP). Ao definir um objetivo nos treinamentos, é de extrema importância consultar um educador físico e um nutricionista para que este seja atingido. Tenho certeza que bons resultados virão!

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